terça-feira, 21 de julho de 2009

Caem como moscas

Este tem sido um ano até agora rico em divórcios, separações ou muito pezinho em seara alheia. São o reflexo de uma sociedade cada vez mais individualista.

A vida que levamos hoje em dia não é mais fácil que a que os nossos pais levaram. Apenas é diferente. Se por um lado temos tudo mais facilitado, seja o acesso ao crédito, seja o acesso aos bens essenciais, etc, etc, por outro lado o que se exige é a excelência e o sucesso profissional, o que invariavelmente conduz ao individualismo exacerbado ou, pior que isso, a um estado de cansaço onde os indivíduos acabam por querer algo só para si ..... uma compensação.

Houve uma vez uma pessoa que me explicou de uma forma muito simples o porquê do fim do seu primeiro casamento ..... não havia muito diálogo em casa e quando chegava ao local de trabalho, tinha lá uma pessoa que o ouvia. Nunca esqueci estas palavras. O diálogo honesto e frontal é na minha opinião (e era a opinião da Ana), fundamental e essencial. Isso e tempo “de qualidade” para o casal ..... incluindo sexo ..... puro e duro.

Como a vida nem sempre é fácil, independentemente do estrato social, as pessoas acabam por querer viver melhor do que vivem, muitas vezes por uma razão muito simples ..... não sabem dar o devido valor ao que têm ..... e depois nem sempre as coisas correm como gostavam ..... mas aí já é tarde ..... algumas feridas não podem ser saradas. Outras vezes apenas querem algo diferente, por ser isso mesmo, diferente.

A pressão do sucesso pessoal e profissional, a pressão das contas para pagar, o sonho por uma vida melhor que a actual ou apenas o cansaço do que se conhece têm este ano feito as suas mossas em vários casamentos. É pena.