terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um mural

Hoje coloquei no meu Facebook um álbum de fotografias da Ana ..... para que os amigos a possam recordar melhor ..... aquele sorriso inesquecível ..... aquela alegria e vontade de viver!

Aquele exemplo de vida!

Tenho tantas saudades tuas, meu amor ..... tantas .....

Ética no desporto

Sendo a ética um tema em voga, que pode significar tudo e nada, a chamada de Brasileiros à selecção nacional de futebol faz-me meditar sobre o assunto.

Houve um jogador que a propósito da entrada do primeiro Brasileiro colocou a questão no seu enquadramento correcto – algo do género “Cantar o hino e sentir o hino nacional são coisas diferentes”. Concordo.

A selecção nacional tem uma palavra que a distingue inequivocamente de um clube – “Nacional”. A ânsia de vencer a qualquer preço está a colocar lá jogadores que só o fazem porque não têm lugar na sua selecção, e sabem que estas são um trampolim para grandes clubes e ordenados ainda mais milionários. Não se confunda mercantilismo com nacionalismo.

Recentemente o Benfica entrou em campo sem um único Português. Longe vão os tempos em que metade da nossa selecção provinha desta equipa. Se os nossos clubes não apostam mais em jogadores Portugueses, então iremos acabar com uma selecção nacional sem Portugueses. Causa-efeito.

Mas se não há jogadores nacionais na selecção, então a vitória não pode ser vista como uma vitória de um povo. Para os que por esta altura valorizam a vitória a qualquer preço, e que pensam em outras modalidades que não o futebol cheias de estrangeiros, o texto aplica-se ipsis verbis. Não altero uma virgula que seja.

A ética é também ser fiel aos princípios. Não é por estarmos a cumprir regras ou regulamentos, que por acaso até foram sendo sucessivamente alterados à medida das conveniências, que estamos a ser eticamente correctos. Que estamos a ser verdadeiros com nós próprios enquanto povo e nação. Estamos tão somente a ser cumpridores.

A vitória a qualquer custo não é vitoria, é somente um ganho para figurar nas estatísticas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A beleza da simplicidade

Embora esteja um pouco triste com a qualidade dos serviços de turismo prestados no Algarve, que não pode ser explicado apenas por serem trabalhadores temporários, assisti recentemente a um episódio simplesmente notável pela sua simplicidade.

Decidimos ir jantar a Cacela Velha, que possui dentro da sua pequena povoação dois restaurantes e uma vista linda. O manjar para os olhos é uma visão sobre a Ria Formosa que no final do dia é simplesmente maravilhosa. Marcámos mesa num desses restaurantes depois de um grupo de 14 pessoas, no fim de uma já longa lista de espera e ela continuou a crescer depois de nós. Foi um longo período de espera, uma vez que todos estavam calmamente a apreciar o jantar e na conversa depois de muito provavelmente um longo dia de praia. A espera foi tanta que dos 10 que éramos, o cansaço de alguns miúdos fez-nos ficar reduzidos a 6.

Quando finalmente foi a nossa vez, o empregado começou a preparar a mesa para onde nos dirigimos. Como nem todos sabem esperar, logo apareceu um cliente com muito maus modos a dizer que era o próximo, que não havia respeito e outras frases habituais nestas situações. Assisti a um exemplo de simplicidade e excelência de serviço. O empregado, que sabia perfeitamente que éramos nós a seguir, pegou na lista ao pé do cavalheiro e fez uma simples pergunta:

“O senhor é o .......?”

O constrangimento do cavalheiro foi muito maior que a sua arrogância e má educação ..... limitou-se a dizer em tom envergonhado que não era ele ..... e recuar para onde tinha vindo. Sem se chatear ou sem mais qualquer problema, o empregado resolveu a situação e não creio que o senhor tenha voltado a criar dificuldades nessa noite.

A vida é muito mais simples quando não a complicamos. Tão mais simples!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Uma questão de consciência

Cada vez que falamos em campanhas políticas e em promessas, lembro-me sempre de um slogan que um Brasileiro utilizou – “Roubo mas faço!”. Será moralmente correcto?

Tenho a ideia de que mesmo que os cidadãos cheguem à política “puros”, o gosto do poder e a tentação do momento acabam muitas vezes por fazer esquecer os valores e levarem-nos a pensar no slogan supra mencionado. Isto obviamente para quem detém determinados lugares. A minha homenagem ás excepções que existem.

Os casos recentes de Braga, Felgueiras e Oeiras são bem exemplificativos. Fiquei abismado com os recentes comentários do Isaltino Morais e da Fátima Felgueiras. O primeiro é condenado a pena efectiva (estava sem protecção do partido) e recorre, podendo legalmente candidatar-se ..... moralmente é outra conversa ..... e a segunda foi condenada com pena suspensa (estava protegida pelo partido) e teve a falta de vergonha de afirmar “O país deve a Felgueiras e a mim própria o reconhecimento de que andou dez anos a espalhar mentiras” ..... e é obviamente candidata. Alguém aposta que infelizmente não vão ser eleitos?

Apenas posso falar da obra de Isaltino Morais por Oeiras, que é indiscutivelmente uma referência. Mas no processo a sua conta bancária acumulou cerca de 1 (um) milhão de euros, que ele por acaso não se lembra como. Será que não era possível conseguir o mesmo sem este enriquecimento pessoal? Valerá o desenvolvimento do concelho este valor? Este é talvez o político que me vem à cabeça quando me lembro do tal slogan. No caso da Fátima, fico revoltado sempre que penso que uma foragida à justiça Portuguesa vivia no Brasil com uma reforma dada pelo mesmo estado. E que a justiça claudicou nos seus princípios a quando do seu regresso, tendo mesmo a câmara (estado) pago a sua defesa pessoal. No caso da Fátima Felgueiras, senti mais uma vez vergonha da justiça do meu país. Muita vergonha mesmo.

A verdade é que o povo vota com o coração e não com a cabeça. Estas personagens “alegadamente” roubam ..... a palavra foi sugerida pelo meu advogado ..... e o povo acha bem e vota neles ..... mas depois sai da mesa de voto e vai para o café chamar cafageste ao Sócrates e ao Dias Loureiro ..... a consciência popular anda de mãos dadas com os ditados populares ..... nos outros é defeito, nos meus é feitio.

Será moralmente correcto aceitar que alguém que provadamente nos rouba seja eleito para posições onde o pode voltar a fazer? Que moral têm estas pessoas para apontar o dedo aos restantes políticos?

Que juízo de valores fazer de um povo que admite e pactua com isto?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Miúdas giras

Por muito que se apregoa a igualdade entre os homens e as mulheres, é um facto indesmentível que os primeiros ainda dominam. Poucas são as profissões em que as mulheres auferem valores superiores aos homens ou que detêm um poder decisório superior, por exemplo.

Na política, tem de se falar em quotas para que exista igualdade e fica-se sempre pela conversa. Embora não exista nenhuma lei ou normativo, a verdade é que os cargos são escolhidos por homens que por norma escolhem homens. Tem sido assim desde sempre.

Em termos de figuras políticas femininas, a direita tem levado uma valente tareia da esquerda, isto em termos de binómio inteligência/beleza ..... estou obviamente a ignorar as figuras do PCP ou CDU, pois a excepção confirma a regra ..... as bonitas não são inteligentes e as inteligentes claramente não são bonitas.

Não estou a ver uma única deputada ou figura feminina da direita com quem gostasse de ter uma conversa a acompanhar um jantar, o que já não é verdade à esquerda, uma vez que aceitaria de muito bom grado um jantar com a Joana Amaral Dias ou com a Marta Rebelo. Para além de miúdas giras parecem ser inteligentes ..... embora a JAD não tenha feito jus a isso recentemente na trapalhada do convite do PS ..... mas pelo menos deu ao Francisco Louça mais 15 minutos de fama ..... não creio que a ela isso sirva para alguma coisa, mas foi uma boa tentativa.

Olhando para a recente proposta do PSD, quase não vi senhoras ..... e nas televisões, jornais ou blogs, não se vê nada digno de realçar. Quase parece dizer que a direita afasta a beleza inteligente ..... e não creio que as tendências do PP possam apresentar diferenças .....

Aguardemos então as listas do BE para ver senhoras nas listas que para além de inteligentes são também giras ..... já que os deputados pouco mais são que carneiros do partido e do líder parlamentar, pelo menos que possamos ver caras bonitas ..... e a quem ofender, peço desculpa pelos meus gostos ..... miúdas inteligentes ..... de preferência giras.

Boa semana de trabalho a quem não está de férias.

domingo, 9 de agosto de 2009

Raul Solnado

Apesar de não ser por demais velho, ainda sou do tempo que apenas havia a RTP 1 e depois a RTP 2. E assistia-se ao desaparecimento da mira e o início das emissões.

Nesses tempos ao rádio era dedicada quase tanta atenção como à televisão, e as viagens de carro eram quase sempre com o auto-rádio ligado. Sendo tempos difíceis, para a realidade daquela época, havia alguns pequenos rasgos de humor que alegravam um pouco a nossa realidade. Que nos afastavam da ideia de triste fado do Português. Eram também os ainda bons tempos do teatro e da revista que nós não podíamos assistir. O Raul foi responsável por muitas gargalhadas de doce inocência e profunda alegria.

Os primeiros nomes que me lembro desses tempos, e como tal ficarão perpetuados para sempre na minha memória, são sem ordem especial os Parodiantes de Lisboa, o Vasco Santana, o Raul Solnado, a Ivone Silva, o Herman José (desses tempos) ..... várias e várias vezes ouvia no nosso pequeno gira-discos o vinil do Solnado – “A Guerra de 1908”.

Partiu hoje mais um grande nome ..... a quem felizmente foram feitas várias homenagens em vida ..... foi para junto da minha menina .....

Obrigado Raul pelos vários momentos de gargalhadas e boa disposição ..... o pano baixa mas a obra fica.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Hoje é sexta

Ao ler algumas das notícias sobre a saída do Moniz da TVI, ficam-me os seguintes pensamentos:

1. Há belas indemnizações – o que é válido por ter colocado a TVI onde a colocou, quer se goste ou não;
2. O timming e a relação com a fusão com a PT é estranha;
3. Os comentários sobre a isenção quer dos canais directamente tutelados por apoiantes do PSD quer pelo aparelho do governo é algo preocupante;
4. A falta de comentários dos partidos da oposição é estranha ..... devem estar de férias;
5. O negócio com a PT poderá avançar, ou o facto de estar lá a MMG ainda não irá permitir coragem ao governo para deixar o mercado ditar as suas regras?

E o mais estranho é que a Manuela Moura Guedes continua a achar que o que ela faz é jornalismo ..... é que está mesmo convencida disso!