quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O melhor amigo do homem

Uma das grandes maravilhas ou realizações do marketing é que, se formos “bombardeados” constantemente com uma ideia, ela acaba por tornar-se “verdade”. Ao fim de algum tempo, todos acreditam nisso e ninguém sabe o porquê, qual a origem ou a razão. Apenas o é.

Quando lemos a frase do título, o que nos vem à cabeça é um animal, mais propriamente um cão. Porquê? ..... porque sim ..... porque para a grande maioria é isso que pensam ..... sempre foi dito isso e como tal acreditam que é verdade ..... será?

Por brincadeira, e para corroborar este fenómeno, muito ao estilo de Pavlov, sugiro o seguinte: peçam a várias pessoas para escrever numa folha de papel o nome de uma ferramenta ..... a esmagadora maioria escreverá martelo.

Tenho uma amiga/familiar que ganhou um concurso com a seguinte frase, que vos deixo para pensar:

“Quem diz que o melhor amigo do homem é o cão, é porque nunca leu um livro!”

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Semântica

A nossa língua tem várias particularidades que a tornam única. Como o povo Português é um povo muito versátil e inventivo, a utilização que faz da sua língua torna-a ainda mais peculiar. Deve ser uma das línguas mais propicia á existência de várias interpretações possíveis para a mesma frase.

Um dos grandes problemas da nossa justiça, para além desta não ser cega e surda como deveria ser, é o facto de estar escrita em Português. Isto gera as mais diversas leituras e interpretações que permitem que tudo seja possível, tais como o facto de vários juristas ganharem dinheiro apenas porque dizem algo diferente dos anteriores, obviamente sobre o mesmo tema.

Enganem-se os que julgam que fazemos algo que os outros não fazem. Os Ingleses, por exemplo, são exímios a brincar com as palavras, apesar do Inglês não ter a mesma versatilidade. Quem não se lembra daquelas famosas séries como os Monthy Python e o Sim Sr Ministro, por acaso percursores dos nossos Gatos?

Um dos termos que utilizamos muitas vezes para descrever este fenómeno é semântica. Ultimamente temos começado a assistir a um jogo político de semântica. E ainda vamos no princípio.

O nosso Orçamento de Estado para 2009 foi feito e apresentado, mas isso foi antes deste período mais conturbado em termos macro económicos. Por simpatia com os jornalistas “isentos” da Lusa, uso este termo ao invés de crise, o qual parece continuarem proibidos de utilizar. E obviamente que nesta conjuntura já está desajustado para a realidade actual.

Como é necessário um reajuste, têm vindo a terreiro os que contestam e que dizem ser necessário um Orçamento Rectificativo, aproveitando para considerar a situação como uma vergonha e falhanço deste governo. Os partidários do governo por seu turno dizem ser um mero ajuste por esta ou aquela razão e, tal não constitui motivo para lhe chamar Rectificativo. Tenho achado muito divertido as várias argumentações, todas elas embebidas numa semântica retórica digna da melhor das séries Inglesas.

Na prática não serve de nada, mas que é divertida a argumentação, isso é.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mais um legado

“Era uma vez uma família, que se dava muito bem e que tinham muitos amigos, e havia a tradição de se juntarem muitas vezes. A pouco e pouco a família foi crescendo e apesar dos novos membros que entraram também saíram ‘velhos’ elementos, o que fez com que os laços da Família se tornassem menos coesos. No entanto 2002 trouxe a vontade de retomar o convívio e assim está inaugurada a Época de Almoços de Convívio (que se irá chamar ALMOÇO DE REIS em substituição do almoço de Natal) que de agora em diante deverá ser no Primeiro DOMINGO depois do Ano Novo.

Infelizmente nem todos podem estar presentes neste convívio, mas esperamos que os desistentes sejam poucos.

Tentámos criar um almoço a gosto, esperamos que se divirtam!!!

a organização
6 de Janeiro de 2002
”

Este foi mais um dos muitos legados da Ana ..... foi neste ano que se iniciou a tradição da família “baptista” se juntar, pelo menos uma vez por ano (para quem não sabe, o nome vem do lado da mãe da Ana). No seguimento deste almoço ficou decidido que seria no primeiro domingo depois do dia de reis e que seria rotativo, sendo sorteado quem organizaria o próximo. Este domingo que passou foi o 8º ano.

Este foi o texto original que colocámos na folha que fizemos, juntamente com a ementa. Este foi o meio que a Ana encontrou para que a família se juntasse toda ao mesmo tempo, pelo menos uma vez no ano. Esse obviamente dos anos em que conseguimos reunir o maior número de elementos.

Este ano por ironia do destino tinha ficado a Ana de organizar ..... e o almoço fez-se ..... apenas estamos todos muito mais pobres e tristes, mas o legado fica, e, no que depender de mim, meu amor, não deixará de se fazer ..... amo-te tanto ..... tenho tantas saudades tuas .....

Não é fácil transmitir ao filhão a mãe espectacular que tu eras, meu amor, mas espero que para além do que ele ainda se lembra, estes textos o ajudem a manter a tua memória e legado vivo ..... amo-te muito, meu amor!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A importância e sorte da escolha

Após descobrimos que a Ana estava grávida, e depois de toda a alegria, emoção e satisfação pela notícia tão esperada e desejada, veio à tona a nossa preocupação pela preparação e acautelamento do seu futuro. Sabíamos que as nossas preocupações com aquele ser que aí vinha estavam a começar e não mais acabariam.

De entre as várias escolhas e opções que tínhamos de fazer, e seguindo uma lógica de prioridade, uma das primeiras foi desde logo o pediatra que seguiria o João. Para além da importância inicial que o pediatra tem, estamos a falar de um médico para acompanhar o nosso filhão ao longo de 12 anos. Não encarámos a escolha de animo leve.

Depois de falarmos com várias pessoas sobre as escolhas que fizeram e o porquê, decidimos que teria de ter entre outras as seguintes características:
- Ter pelo menos 5/10 anos de experiência;
- Fazer urgência num hospital, preferencialmente público;
- Preferencialmente pertencer à rede de uma das nossas seguradoras;
- Termos referências sólidas e positivas;
- Estar disponível para uma consulta antes mesmo do João nascer;
- Criarmos empatia com ela.

Após 3 a 5 meses de pesquisa e consulta – não consigo precisar quantos meses foram, mas foi por aí – acabamos por ficar com uma lista reduzida de pediatras. O nome daquela que viria a ser a pediatra do João acabou por ser inicialmente uma referencia dada pelo obstetra da Ana. Reunia todas as características acima referidas.

Após a tal consulta em que tivemos uma conversa muito franca, ambos concordámos que a escolha estava feita. E, até agora, tem provado ter sido uma excelente escolha. O meu amor tinha uma assertividade impressionante! Como tenho saudades das nossas escolhas conjuntas, depois de muito conversarmos ..... as nossas conversas ..... que saudades tuas, meu amor ..... amo-te tanto!

Hoje tive mais uma prova de como acertamos.

O João ficou com febre no colégio na quarta-feira, tendo mesmo sido necessário darem-lhe um comprimido. Como continuou com febre à noite, tive de lhe continuar a dar algo para baixar a febre e ontem não foi às aulas. Sempre fomos da opinião que antes de 48h não se justificava ir a uma urgência, porém, como ontem à tarde a febre não só não cedia, como era cada vez mais alta e num menor intervalo de tempo, assim como começaram a surgir outros sintomas tais como rouquidão, expectoração e afins, decidi que o melhor era recorrer a aconselhamento médico.

Como sempre fomos pessoas ponderadas, a médica já nos tinha dado o seu contacto directo (telemóvel) e, como ele apenas foi utilizado anteriormente em duas ocasiões e sempre com uma razão válida, a atenção é outra. Para não ser inconveniente, enviei um SMS com uma brevíssima explicação do panorama e a pergunta se lhe poderia telefonar. Pouco depois de receber o ok, entrei em contacto directo explicando o caso, tendo o cuidado de dizer desde quando ele estava assim e o real estado na altura do telefonema. Por sorte, ela estava de serviço nas urgências de uma unidade particular e, face ao que lhe transmiti, ela disse-me para ir lá ter, o que fiz de imediato.

Depois de ter feito a admissão e antes de fazer a triagem, disse o nome da médica que assistia o João e que ela já estaria á espera dele ..... o que a senhora já sabia pois disse-me logo que já estava avisada pela médica e que entraria logo a seguir. Dez minutos depois tinha o diagnóstico feito e o João medicado ..... bem diferente das pelo menos 5 horas de espera de uma qualquer situação normal num qualquer hospital público. Esta comodidade para o nosso filhão não tem preço!

Indiscutivelmente até agora foi uma escolha acertada ..... pessoalmente gosto muito de usar o ditado “trabalhei muito para ter sorte” ..... e aqui volta-se a aplicar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Amizade em tempo de crise

Os momentos de crise têm por inerência associada uma carga negativa muito elevada, porém, são igualmente momentos únicos para percebermos as nossas convicções, os nossos limites, as nossas capacidades e principalmente, quem são os nossos verdadeiros amigos. Por outro lado, assistir a um amigo passar por esses momentos gera em nós uma luta interna. Em nós trava-se a batalha do nosso egoísmo versus a nossa noção de solidariedade. Ajudamos ou assistimos?

A eterna batalha épica entre o nosso lado bom contra o nosso lado mau. E nos dias que correm, onde vivemos a correr, esta luta pode passar quase sem darmos por ela ..... basta estarmos demasiado concentrados em nós e no nosso pequeno umbigo. Face à velocidade com que nós vivemos a nossa vida hoje em dia, isto acaba por ser invariavelmente o mais frequente.

Uma crise pode ser uma dificuldade financeira, um percalço no trabalho, um problema de saúde, uma crise matrimonial ou arrufo de namorados, enfim, pode ser uma série de situações. Dependendo da situação e da gravidade do mesmo, o impacto em nós ou alguém nosso conhecido pode variar de uma forma imensa. E às vezes uma pequena e simples palavra ou conversa de conforto faz tanta diferença!

Se pararmos e pensarmos um pouco, fazendo uma introspecção interna, bem ao fundo de nós, descobrimos que temos vários amigos à nossa volta que estão a passar por uma qualquer forma de crise. A sua crise. O problema é que o fazendo, temos de decidir entre sermos egoístas e pensarmos apenas em nós ou sermos solidários por quem sofre. Costuma-se dizer que o Natal é uma época de darmos um pouco de nós mas, porquê parar no Natal? Qual a diferença desta quadra para Janeiro ou Fevereiro?

Para que este texto não se transforme em algo parecido como um conto de fadas, ou pior ainda, num texto do socialmente correcto, dou um exemplo inverso que me “magoa” sistematicamente. Em Outubro passado tive de ajudar financeiramente uma pessoa num momento de dificuldade e, quem leu o texto (link) pensará que a pessoa em causa não devolveu o dinheiro na semana seguinte mas no final do mês pois eu disponibilizei-lhe essa possibilidade ..... pois é ..... não só ainda não voltei a ver o dinheiro, apesar do tempo que já passou para quem pagaria na semana seguinte, já para não falar no subsídio de Natal que ela entretanto já recebeu, como a pessoa em causa não teve sequer a dignidade de me dar uma única palavra sobre o assunto ..... nada de nada ..... nem um simples “ainda não consegui reunir o dinheiro, posso ficar a dever mais X tempo?” ..... já para não dizer “desculpa, mas isto está mesmo mal .....”. Eu sei que a Ana dizia que eu tinha jeito para padre, mas daí a ser a Santa Casa da Misericórdia, vai um longo trajecto.

Infelizmente são situações como esta que nos fazem ser cada vez mais egoístas e menos solidários, o que é pena!

Voltando ao socialmente correcto e para finalizar em beleza, não posso terminar um texto destes sem uma palavra de grande apreço para aqueles que dão de si aos outros. Aqueles que nestes dias frios saem do conforto do seu lar e vão ajudar os outros, particularmente os que andam por aí a confortar os sem-abrigo das nossas cidades. É preciso ter uma noção de solidariedade muito desenvolvida para o conseguir fazer!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O custo de investir

Vamos entrar num ano completamente atípico. Começa com uma grande indefinição, entre estarmos a começar, a meio ou a sair de uma crise mundial e, acabará só Deus sabe como. De permeio temos um ano que se apresenta diferente.

Depois de um período de austeridade onde conseguimos cumprir a redução do nosso défice abaixo dos míticos 3%, havendo obviamente aqueles que defendem que se poderia ter conseguido fazer muito melhor com coragem política, já para não falar de competência política e, outros que defendem que se foi além do que se devia ter ido e com um custo demasiado elevado para os Portugueses. E depois de tudo isso, devido à crise mundial e, não esquecer, em ano de eleições, mandamos tudo para o lixo ..... que esforço inglório!

Algo que tem ficado esquecido é a nossa real taxa de crescimento. Temos vindo a crescer menos que a média dos restantes países da Europa e isso tem decorrido ao longo de diversos governos de diferentes cores e convicções. Neste “saco” incluo o PS, o PSD e o PP e, a única coisa que é comum a todos eles, é a desculpa ..... “não podemos fazer melhor porque o governo anterior deixou isto num caos e temos de sair do buraco primeiro” ..... e nunca saímos. Esta crise mundial será naturalmente (e infelizmente) usada como pretexto para mais um péssimo desempenho nesta matéria. Será que ninguém tem a arte e o engenho para nos colocar a crescer a um ritmo superior à média?

Uma das grandes discussões que deveremos ser brindados é o tema dos investimentos. Dum lado temos os defensores de não se fazerem investimentos, mais uma vez com a desculpa da crise e, do outro lado, temos os defensores dos grandes investimentos públicos. Neste pacote estou a incluir o novo aeroporto, o TGV, novas auto-estradas e projectos de custo muito elevado e que transitaram entre os vários governos até à sua finalização. Neste aspecto tenho 4 comentários a fazer:

Comentário 1: Mais do que comprovado pelo Tribunal de Contas, as nossas obras públicas e grandes investimentos têm tido derrapagens financeiras elevadíssimas. Num cenário de crise, deveriam ser garantidos e publicitados os mecanismos de salvaguarda desta nossa tradição. Para não citar mais, vem-me à cabeça o Túnel do Rossio, a Casa da Música e todas as demais obras do Porto capital da cultura, o metro no Terreiro do Paço e a ponte em Guimarães. Antes de se fazer o que quer que seja, é fundamental garantir o preço e valor final, seja com multas ou competência de gestão. O ideal será ter as duas.

Comentário 2: Particularizando uma das obras, o TGV é algo que me assusta. Neste momento apenas 8 países da União Europeia têm TGV e nós vamo-nos juntar a esse grupo, a que não pertencemos ao nível de poder económico. É estranho. Se somarmos a isto o facto do TGV entre Lisboa e Porto ter tantas paragens que assim que está a acelerar já estará a travar, questiono-me o que significará para nós a sigla TGV. Se compararmos este novo brinquedo com o Alfa Pendular, chegamos à constatação que se ganha 20 minutos pagando-se muito mais. Novamente estranho. Para compor o ramalhete, de referir que se tem vindo a trabalhar na quadruplicação das linhas férreas no Norte do país e para este brinquedo serão feitas novas linhas. Será que o estudo económico está feito com dados realistas? Estatisticamente um projecto tem o retorno que quisermos, dependendo apenas dos dados e dos pressupostos escolhidos ..... mas o custo é do bolso de todos nós.

Comentário 3: Temos vindo a ser bombardeados com diferentes valores para o investimento nestes projecto, dependendo da posição do interlocutor face aos mesmos, porém, nada tenho ouvido sobre quanto nos irá custar depois manter estes mesmos investimentos. Dada a natureza destes e a situação do nosso país, tais investimentos têm dois custos distintos – financeiros e operacionais. No caso do primeiro, teremos de pedir dinheiro para construir e, tal como a CGD recentemente descobriu, o dinheiro que há é pouco e caro, logo, os custos em juros serão astronómicos e claramente serão diferentes dos que inicialmente estudados. O custo operacional está relacionado com o manter as estruturas em boas condições de funcionamento, tanto ao nível de material como de recursos para assegurar tal propósito. Quando custará ao bolso de todos nós? Lisboa tem uma das maiores taxas de auto-estradas da Europa e, estas têm de ser mantidas. Novamente a pergunta, quanto custa agora e quanto custará no futuro? Qual o peso contributivo para um défice que não pode superar os 3%?

Comentário 4: Todos estes projectos decorrem há já muito tempo e apenas ficarão finalizados daqui a muitos anos, sendo previsível que passem pelas mãos de diferentes governos de partidos distintos. Assusta-me não haver pactos de regime para garantir que são feitas as obras e, mesmo assim, assusta-me a credibilidade dos nossos governantes, quando recentemente assistimos ao rompimento de um desses pactos apenas porque a direcção de um dos partidos mudou. Assusta. Como mau exemplo deixo a área da saúde, onde um governo lançou um programa de Parcerias Público-Privadas, supostamente para a criação de 10 novos hospitais e o governo seguinte apenas não matou esse processo porque já estava a decorrer e teria custos muito elevados. Mas não matar o processo não quer dizer que este não possa ser posto à velocidade do caracol, com elevados custos para as empresas privadas que decidiram aceitar o repto e concorreram. Quanto é que já foi gasto por estas empresas financeiramente, uma vez que será difícil quantificar o custo da dispersão dos seus recursos? ..... aposto que já daria para construir 2 hospitais ..... e apenas 1 projecto realmente arrancou. Que desperdício!

Neste aspecto dos investimentos, faço uma ressalva à parte do discurso do Cavaco Silva sobre o apoio às nossas empresas exportadoras, pois são essas que podem ajudar a balançar a nossa balança transaccional e, por conseguinte, uma série de factores de grande importância macro económica.

Qualquer economista dirá que investir é fundamental e, entre utilizar recursos financeiros na despesa corrente ou investir, todos deverão optar pela segunda. A grande questão é num ambiente de crise o critério de como se investe, quais os reais benefícios e qual o custo de manter esses investimentos. Tudo isso é dinheiro que neste momento é um dos bens mais escassos que existem ..... pelo mesmo disponível.

Ao sabor do vento

Enquanto a generalidade das pessoas contava o tempo que faltava para entrar em 2009, com grandes planos, objectivos ou apenas muita vontade de um novo ano, eu contava ansiosamente o tempo que faltava para que o 2008 terminasse ..... desaparece-se ..... acabasse ..... e angustiantemente ele terminou ..... até que enfim!

Ao contrário de toda a minha vida, em que o novo ano sempre foi visto como uma esperança, com este ou aquele objectivo ou fundamentalmente desejo ..... principalmente expectativa de resolução de todos os nossos problemas de saúde, este ano começo de uma forma completamente diferente ..... nada espero ou almejo ..... simplesmente nada.

Fazendo uma simples analogia, estou como um barco à vela que vai ao sabor do vento e corrente, sem rumo ou porto certo ..... apenas sigo, tentando não meter água ..... apenas isso!

Se chegar ao fim de 2009 com:
- o meu filhão continuar saudável e espectacular, que é um orgulho dos pais e o meu grande amigão;
- continuar a ter vários verdadeiros amigos, onde incluo alguns familiares;
- num ano de crise, chegar ao fim do ano com emprego e que pague o meu vencimento.

Se chegar ao fim do ano assim, será um bom ano .....