sexta-feira, 18 de março de 2011

E se?

Por mais certezas que tenhamos, haverá sempre um “e se ....” nas nossas vidas. E se tivesse estudado mais ..... e se tivesse trabalhado de outra forma ..... e se tivesse tido mais coragem naquela situação ..... haverá sempre um “e se”.

O facto de não sermos donos da verdade nem ter uma bola de cristal fará sempre que exista um “e se” qualquer ..... é uma das regras de jogo do jogo da vida.

Mas a verdade é que quando arriscamos na decisão que achamos correcta e estamos convictos disso, os resultados menos conseguidos serão minimizados porque fizemos o que achávamos melhor e os sucessos ..... esses terão sempre um sabor melhor ..... especial.

Olha sempre para o lado FIXE da vida!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pedro e o Lobo

Apesar de ser um conto infantil, depois de ler a comunicação social de hoje não me ocorre outro pensamento. Vem aí novo pacote de austeridade, 24 horas depois do Primeiro Ministro de Portugal afirmar que estamos em linha com o que tinha preconizado ..... no seguimento dos pacotes que anteriormente tinha apresentado ..... e achava eu que o Pedro estava na oposição!

Todos sabemos que a verdade é uma palavra vã na boca de um político, mas tem de haver limites ..... estamos numa triste fase de regabofe total e absoluto ..... a moralidade bateu praticamente no fundo.

É verdade que o momento não é o apropriado para mudar de governo ..... ou talvez até seja exactamente o momento ideal ..... mas tirando uma pequena componente da população, tenho sérias dúvidas que alguém acredite numa palavra que o nosso Primeiro Ministro diz ..... eu já não acredito.

Diz-se que o apaziguador é o cobarde que vai alimentando o leão na esperança de ser o último a ser comido ..... é ao que estamos a assistir. Os especuladores lá fora fazem o seu papel e vão ganhando com a nossa desgraça e, a verdade é que estas medidas apenas estrangulam ainda mais a economia Portuguesa e produzem um resultado zero ou nulo nos mercados. E se assim é, para quê esganar mais quem já mal respira?

Desde que se começaram a apresentar todos estes pacotes, os juros que pagamos pelo dinheiro que não temos e dificilmente teremos como devolver passou dos 4% para os 8% ..... haveria uma diferença assim tão grande se as medidas fossem menos castradoras? ..... tenho dúvidas.

Em vez de cortar efectivamente na despesa supérflua do estado, reduz-se pensões, aumentam-se impostos por via da redução de benefícios, etc, etc, etc ..... o cinto está a ficar tão apertado, que já não há espaço para conseguir sequer inspirar.

Estou como a população da aldeia ..... o mentiroso que se ..... lixe.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quando queremos algo mais

Por brincadeira digo que concordo que o dinheiro não traz felicidade ….. quem tem 10 M€ não é mais feliz que a que tem 9 M€. O dinheiro pode não trazer a felicidade, mas retira da zona das preocupações vários “problemas”. Mais do que resolver, ajuda a não ter algumas preocupações ou sentimentos de falta.

Por todas as vicissitudes que a nossa vida tem tido, costumo dizer ao filhão que mais do que estar triste pelo que não temos, devemos ficar contente com o que temos ….. mas qualquer um que conheça a Pirâmide de Maslow sabe que a partir de determinado ponto, o que temos é já um dado adquirido e não chega ….. a natureza humana é de querer sempre mais ….. de não se contentar apenas com o que pode ter.

A nossa felicidade interna baseia-se muito no preenchimento das nossas necessidades básicas, sejam elas qual forem e, quando sentimos falta de um desses “nossos” pilares, sentimos sempre um sentimento de tristeza ….. por muito que sejamos aquele que tem os 9 ou os 10 M€ ….. a nossa felicidade não está completa.

Podemo-nos divertir? Sim
Podemos estar felizes? Sim
Podemos passar um bom fds? Sim

Sentimo-nos realizados? Não ….. falta algo ….. sentimos a falta desse algo ….. muita falta!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Hoje é mesmo porquê?

Uma das grandes tentações das pessoas e das empresas é classificar todos os seus problemas como urgentes, na esperança que assim sejam tratados mais depressa. O problema é que quando só há questões urgentes para resolver, o conceito de urgência desaparece, o que torna muito mais difícil a resolução atempada dos problemas realmente importantes e/ou urgentes.

Socialmente vivemos um clima semelhante e com tendência a se agravar. No espaço dos últimos anos temos assistido ao uso e abuso das greves por todos os motivos e mais alguns. Se numa semana é porque só ganham 800 €, na semana seguinte os mesmos fazem greve porque os salários acima de 1.500 € serão reduzidos, etc, etc, etc.

Temos uma produtividade de realização de greves tão grande que honestamente acho que sem ser os próprios, os sindicalistas e os políticos, já mais ninguém sabe quem está em greve e porquê. Chegámos ao ponto dos próprios serviços mínimos já não serem cumpridos e ninguém estar preocupado ….. a nossa justiça é juridicamente irrelevante (leia-se inoperante).

A semana passada estávamos vários a conversar e metade tinha descoberto que havia uma greve nesse dia por causa do trânsito. De referir também que apenas metade sabia o motivo e a totalidade já não dava qualquer importância ao facto, lamentando apenas o transtorno. Tal como lamentam um qualquer resultado de um qualquer jogo de futebol ….. banalidades.

A trivialidade com que se marcam greves tornou o próprio conceito da greve inútil. Naturalmente que em teoria é uma arma de desgaste do governo e, como o nosso actual já está moribundo, a frequência com que este fenómeno acontecerá nos próximos tempos tem tendência a aumentar ….. mas tal como disse, já ninguém saberá o porquê. Já ninguém honestamente se importa.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ingratidão

Cada história é uma história e existem sempre aspectos que apenas os próprios conhecem, porém, é sempre difícil perceber á distância algumas atitudes. Torna-se ainda mais difícil perceber quando estão envolvidos pais e filhos. A existência de hipocrisia nestas relações revela apenas uma única coisa ….. a degradação moral de uma das partes.

Naturalmente que as relações pais/filhos não são perfeitas e existem sempre vários aspectos que uns e outros não gostam. Eventos do passado que por este ou aquele motivo marcaram uma das partes, possivelmente existindo hoje em dia apenas na memória de quem nunca esqueceu. Por melhor que os pais tentem fazer falharam sempre em algo e por muito que os filhos façam, haverá sempre coisas que falharam as expectativas dos progenitores. Sempre foi e sempre será.

Tudo isto é verdade e todos têm o direito de sentir esta ou aquela mágoa, mas se assim é, devem ser condizentes com esses sentimentos. Não podem pedir/aceitar com uma mão e atirar pedras com a outra.

Este fim-de-semana assisti a uma nova história de ingratidão a este nível. Uma filha que nem o pai convida para o seu casamento!

Neste caso em particular, o pai em causa até pode ter tido muitos defeitos, tal como ter sido um pai ausente, mas nunca poderá ser acusado de não se importar ou não ligar á filha. Um pai (e mãe) que dá uma casa de mais de meio milhão de euros, carro e tudo mais ….. e recebe um pontapé no rabo ….. triste pobreza humana ….. na minha opinião, esta filha deveria ter vergonha na cara ….. mas não acredito que o tenha ….. perdem ambos.

Tal como noutro caso próximo ….. ambas primas ….. são pessoas que recebem ajudas de casas, carros, dinheiro e diversos e estão sempre a acusar de tudo e mais alguma coisa ….. incapazes de um gesto positivo e ambas seguem o chamado ditado “morder a mão que alimenta” ….. não percebo ….. se têm assim tanto contra, porque aceitam estas ajudas ….. como é possível que sejam tão hipócritas?

Talvez um dia mais tarde se lhes tocar uma situação semelhante se arrependam do que fizeram ….. mas aí para além do sofrimento que já infligiram, pode já ser tarde demais para pedir desculpa ….. não havia necessidade.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Aplicando os princípios dos políticos

Uma das coisas que sempre ensinámos ao filhão foi a importância da palavra. Em pensar antes de falar e depois cumprir aquilo que promete. Em ser honesto. Podem ser princípios em desuso, mas fundamentais na elevação do ser e fundamentais para uma correcta cidadania. É um dos nossos contributos enquanto pais.

Como ele tem teste de matemática na segunda-feira, a tarde de sábado é dedicada a fazer exercícios para treinar matemática e para eu lhe poder ajudar em termos da articulação do raciocínio. Como qualquer criança, ao fim de algum tempo fica cansado e quer é ir brincar com os cães e ver televisão.

Disse-lhe que depois de fazer mais um conjunto de exercícios, poderia ir brincar e não faria mais contas durante o resto do fim-de-semana. Como estamos sempre na brincadeira, houve algo que ele disse que me levou a dizer que assim teria de o por de castigo a fazer mais contas, ao que ele retorquiu que assim faltaria á minha palavra ….. ficámos então num impasse ….. ou por outras palavras, com uma excelente oportunidade para os nossos trocadilhos com a língua Portuguesa.

A formula é simples ….. se não lhe posso dar mais contas, porque isso era faltar á minha palavra, teria de fazer como os políticos, ou seja, não faz mais contas pela tarefa que tinha mas, pelo facto de ter dito algo que até já nem me lembro, teria de lhe colocar um castigo ….. e o castigo é ….. mais contas.

Politicamente não faltei á minha palavra porque não lhe dei mais contas, apenas apliquei um castigo. A natureza do castigo é algo perfeitamente sucessória ….. por acaso são contas. Mas o importante a reter é que politicamente apenas lhe apliquei um castigo.

Qualquer semelhança deste post com as frases “não aumentarei os impostos” de um qualquer político e as suas acções posteriores é pura coincidência.

TGV

O custo inicial do troço Poceirão-Caia já cresceu 200 milhões de euros e ainda não passou do papel ….. esta será claramente uma obra á Portuguesa ….. cada vez mais parecida á Casa da Música no Porto.

O valor inicial de 1.473 M€ em contrato foi já aparentemente revisto para 1.668 M€, que dará entrada em breve no Tribunal de Contas. Sendo que existem obviamente cláusulas para precaver uma série de constrangimentos, este decerto não será o seu custo final, até porque devem ser poucas as obras em que os projectistas e orçamentistas são suficientemente competentes para que o projecto seja rigoroso. Se pensarmos que nada se constrói sem matéria-prima e que os preços têm tendência a subir, é fácil perceber que o preço não será este.

O troço Poceirão-Caia é isso mesmo, um troço ….. uma parte da ligação Lisboa-Madrid ….. faltam portanto mais troços dentro de Portugal. Qual será o seu custo, até porque os concursos estão parados? De que servirá este troço se por uma questão de crise não chegarmos a construir os restantes? E se estes apenas forem construídos apenas daqui a 15 anos?

O concurso por sua vez estava decerto assente em modelos económico-financeiros. Os modelos matemáticos podem sempre ser calculados em qualquer momento, logo, se o custo foi recalculado, qual foi o valor do recalculo dos proveitos? O binómio custo/beneficio ainda sustenta o projecto, se retirarmos a sua componente estratégica?

O pior que existe numa crise é parar o investimento para canalizar as receitas apenas para gastos, porém, apenas justifica fazer investimentos onde existe retorno. Regra básica de economia ….. qual será a verdade do TGV?