terça-feira, 18 de junho de 2013

Procura-se “Mimo”


Há muito tempo atrás, uma amiga enviou-me um texto que publiquei como “Procura-seAmante. Reli hoje este texto e continuo a concordar inteiramente com ele ….. mas acrescento um pequeno texto gémeo …..  “Precisa-se Mimo”.

Por mais Adamastor que sejamos, haverá sempre momentos de fraqueza ou em que vacilamos nas nossas convicções. No meio da tormenta, quando o cansaço é grande, todos procuramos ter um porto seguro para descansar um pouco, ou conseguir fugir à borrasca.  Por mais forte que sejamos, dúvidas todos teremos e é nessa altura que precisamos de mimo. Sem pieguices ou lamechice,  um conforto é muitas vezes apenas aquilo que precisamos.

Um mimo é muitas vezes equivalente ao efeito de um desfibrilador ….. é a recarga que precisamos ….. apenas isso ….. é o que é!

segunda-feira, 11 de março de 2013

No silêncio da noite

 
Às vezes a noite parece que não tem fim. Sozinhos em nossos pensamentos, perdidos num mar de lençóis, tudo está e fica longe. Perdidos e encontrados. Conscientes no tempo e no local. Sozinhos. Em silêncio.
 
O ser humano tem uma necessidade natural de falar. De comunicar. Um dos testes que se faz aos futuros astronautas ou tropas de elite é deixá-los sozinhos numa fala fechada durante muito tempo. Mais cedo ou mais tarde, quase todos começam a falar sozinhos. Aquelas quatro paredes parecem o Adamastor chateado. Quatro paredes juntas com um único resultado. 
 
Às vezes a noite parece não ter fim.


sábado, 2 de março de 2013

Politicamente incógnita ou nem por isso

 
Uma das características da natureza das espécies é a sua capacidade de evoluir, porém, nem todas o conseguem fazer e, dentro da mesma espécie, isso também não é extensível a todas as “castas”. Os políticos estão na sua grande generalidade nesta última parte.

As leis são feitas muitas vezes não para o bem do país mas para prejuízo de quem está no governo, seja ele o partido que for. Por mais retórica e eloquência na sua forma de venda ao povo, essa é a realidade. O problema vem depois, ou seja, quando se apercebem que os seus rebates de consciência lhes são também prejudiciais. É o momento em que surgem os discursos de adaptação e alteração, ou aproveitamento das possíveis interpretações do Português. Parca desculpa de mau pagador.

Há algum tempo atrás foi feita uma lei que era mais ou menos consensual para acabar com o reinado dos “dinossauros políticos”, porém, o problema é que neste momento todos os partidos estão na maré de baixo e essa lei não é conveniente para ninguém. Deixou de se tratar de não perpetuar clientelismo e passou a caça ao voto de forma generalizada. Os tempos estão difíceis.

A lei não dá jeito aos partidos logo, há que distorcer a lei ou a sua interpretação. Em tempos idos, era notícia uma famosa compra de uma vírgula num texto de lei. Hoje que falta dinheiro e todos precisam, o Português volta a ser lido como dá mais jeito.

A questão agora não é a génese da lei. A questão agora é se o texto é “Presidente de Câmara ou “Presidente de Câmara” ….. passou-se do essencial ao acessório. Dito de outra forma, a mãe é conhecida ou incógnita? ….. quando se diz “Filho da p…”, estamos a identificar claramente a mãe em causa, porém, se dissermos “Filho de p… “, já pode ser qualquer mãe, logo incógnita, logo inimputável.

A nossa classe política está neste estado ….. toda ela.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O tempo do tempo


Tudo o que tem um começo, tem um meio e um fim. Em termos de marketing, a curva representativa do ciclo de vida de um produto é basilar para a escolha do investir/desinvestir, sendo que alguns produtos âncora vão-se mantendo ativos por um período de tempo maior ou menor. Mas chegará o momento de serem retirados. Tudo tem o seu tempo.
 
Quando o começo tem uma aceitação muito grande, precisa de pouco ou nenhum investimento. É como muitas fases de namoro, ou seja, apenas se vêm as virtudes. À medida que a excitação da novidade desaparece, começam a aparecer os pequenos defeitos e posteriormente a inadequação a este ou aquele fator. É o momento em que começa verdadeiramente o investimento, ou seja, ou se vai adaptando o produto e promovendo as suas virtudes, ou o tempo vai corroendo a ideia inicialmente criada de beleza e perfeição.
 
É nesta fase que aparece o termo maturidade. Para que o produto se mantenha no topo, é preciso que o mesmo se vá adaptando ao passar do tempo e que quem o utiliza, tenha a perceção clara dos ganhos que tem aquela relação de estabilidade. Tem de haver um sincronismo entre a oferta e a procura, mesmo que seja numa relação fechada.
 
Com o tempo, e por muito bom que o produto em si seja, já deixou de ser novidade, ou seja, tem de possuir argumentos para resistir a outras novidades mais evoluídas ou apenas diferentes, ou ser capaz de manter o interesse e perceber as necessidades de quem “compra”. E é aí que os produtos mais falham e entram na sua fase de declínio. Ficam presos ao que foi o seu passado e ao não investir, são vitimas da equação fundamental de qualquer investimento ….. ganhos passados não são garantia de ganhos futuros.
 
Toda a relação, seja comercial ou social, tem um padrão distinto ….. apenas mantemos o investimento naquilo que nos trás algum tipo de retorno. Se a relação não for equilibrada, entre o que recebemos e o que gostaríamos de receber, por mais investimento que exista da parte do produto o resultado será inevitavelmente o mesmo ….. o ocaso e eventualmente o esquecimento. Vitimas da pirâmide de Maslow, a equidade perde-se. Termina.
 
Sempre foi assim e sempre será ….. o tempo do tempo.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Falta de respeito sindical

 
Em determinada altura da revolução industrial os sindicatos desenpenharam um papel de relevo, podendo mesmo ser considerados uma peça fundamental desse período histórico, tanto na humanização do trabalho como no seu desenvolvimento, porém, hoje em dia, são apenas um empecilho, ou melhor, um estorvo para todos.

É difícil lembrar-me de uma greve que considere justa nos dias que correm ….. melhor ainda, nos últimos 4 anos, para não recuar mais. Percebo a indignação e até compartilho muitos dos sentimentos e motivos, mas isso não chega para as legitimar. Como se justifica uma greve que gera milhares de euros de prejuízos em empresas com prejuízos de milhões ….. e sendo empresas públicas, somos todos os que as pagamos.

A última greve foi contra a privatização de parte de uma empresa, a não contratação de mais motoristas para um quadro já excessivo e o fim dos previlégios de passes para mulheres e filhos que mais ninguém tem ….. à luz de que argumento isto pode ser sustentável? ….. e recusando-se aos serviços mínimos, quando os utentes que lhes pagam os ordenados já pagaram os passes e têm de gastar mais dinheiro em transportes alternativos ou perder um dia de trabalho, com o prejuízo material que isso acarreta. Inadmissível!

A partir do momento que os sindicatos tudo fazem para prejudicar a população em geral, opondo-se aos serviços mínimos e incentivando o seu desrespeito, perdem qualquer legitimização para o que quer que reinvindicam. Isso torna-se aos olhos da população irrelevante. Os trabalhadores são tão ou mais responsáveis que os sindicalistas. Não têm respeito pelos demais, pelo que não podem pedir aos mesmos demais que os percebam e os apoiem.

Esta semana vários trabalhadores foram dispensados do porto de lisboa ….. o sindicato logo veio dizer que era resultado da lei que combateram durante mais de 4 meses em que se recusaram a trabalhar ….. e o movimento do porto caiu 60%, ou seja, há menos trabalho. Se há menos trabalho, qualquer um excepto os visados diram que são precisos menos trabalhadores ….. a matemática é simples e lógica.

Um dos maiores dirigentes sindicais que pede várias vezes a demissão do governo e vários ministros por tudo e por nada, alegando qualquer motivo é obsceno e que qualquer pessoa de bem se devia demitir, veio a público tecer comentários rácistas. Repito, comentários rácistas. E a sua atitude ….. apenas depois de fortemente atacado é que se sentiu obrigado a expressar algo vagamente parecido a um pedido de desculpas ….. e logicamente não se demitiu ….. faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

Quem quer respeito, tem de se dar ao respeito.


Reflecções

 
Às vezes somos obrigados a parar para pensar. Mesmo quando gostamos de o fazer com alguma frequência, olhamos para trás e descobrimos que não o temos feito. Tal como numa viagem que a determinada altura “acordamos” e não nos recordamos de estar “consciêntes” à vários kms, sem qualquer memória do percurso percorrido, assim acontece com os nossos pensamentos. Adormecemos. Não reflectimos.
 
Faz bem parar e pensar ….. seja profissionalmente seja sobre a nossa componente pessoal ….. é bom rever as nossas decisões e atitudes ….. reflectir se tomámos as melhores atitudes ou se poderiamos ter feito mais ….. ou apenas diferente.
 
Ter de ensinar um filho é algo enriquecedor em vários aspectos, sendo que um deles é que ao reflectir nos bons princípios que queremos transmitir, nos possibilita reflectir sobre nós próprios ….. olhar para o nosso umbigo ….. faz bem.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Brincadeiras


Independentemente das possibilidades que cada um tem, a verdade que as coisas que nos dão prazer não são necessariamente as mais caras. Assistimos a isso muitas vezes com as crianças e, à medida que vamos crescendo, acabamos por nos aperceber disso em nós próprios. 

Hoje na florista, havia uma criança que se divertia com a esfregona da loja, aproveitando assim da melhor forma o tempo de preparação das flores para a mãe e avó. Embalada com a deixa da florista, a mãe enalteceu as capacidades da criança em brincar com as coisas simples, como a esfregona e o aspirador, apesar dos brinquedos todos que tinha. Esta história nós já assistimos com os nossos, sejam filhos, sobrinhos ou amigos. É um clássico.

Cá em casa são os electrónicos que ganham ….. a simplicidade há muito que se rendeu á tecnologia ….. infelizmente e para tristeza minha. O filhão apesar de ter 2 cães lindissimos, perde-se na caixa que mudou o mundo, aliada daquele paralelepípedo grande com comando. E os animais ficam pávidos e serenos a dormir ao pé dele. Infelizmente.

Ontém foi o cúmulo dos cúmulos ….. estando os 4 no sofá, havia um agarrado á tecnologia e 3 em “guerra” a acabar de estragar o sofá ….. 10 lambidelas e 3 dentadas depois, posso dizer que ganhei a luta ….. mas também, as 3 dentadas foram minhas J ….. LOL

A vida é cheia de coisas simples e que dão muito prazer quando as sabemos apreciar ….. e é tão melhor quando as disfrutamos que quando as choramos porque as perdemos …..